Amigos Conquistados

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Gestar II: Seminário de Avaliação



O último encontro do ano dos formadores de Minas Gerais com os formadores da UNB aconteceu nos dias 23 e 24 de novembro. Foi um momento de celebração de resultados. A hora do encontro foi também da despedida e todos estavam muito emocionados com essa perspectiva.

Muitas novidades, muitos resultados positivos, muitos desafios e uma emoção muito grande em relatar todas as conquistas. Os projetos apresentados pelos formadores municipais como um dos resultados do Programa Gestar II em cada cidade são apenas o começo: ideias muito interessantes para implementar um ensino produtivo da língua materna na escolas.
Chamou a atenção o trabalho desenvolvido pela formadora Darcy, no município de Lavras, onde, em um de seus projetos, intitulado "História da cidade de Lavras contada nos ônibus", os estudantes visitavam transporte público vestidos como personagens que se destacaram no município, conversando com a população e emocionando os moradores mais antigos e todos os envolvidos no projeto.

Em Morada Nova, a formadora Ana Maria, desenvolveu com suas cursistas um projeto de leitura trimestral, onde grupos de estudantes foram responsáveis por apresentar livros aos companheiros e à comunidade escolar em geral. Os estudantes se organizavam em forma de recitais, teatro, dança. Qualquer forma de arte que pudesse traduzir o livro para a plateia.

As formadoras Cecília (Matemática) e Rogéria (Português) do município de Martinho Campos e a formadora Rita de Itabirito optaram por desenvolver um projeto relacionado as Tangran. Justificaram essa escolha pela oportunidade de envolverem a interdisciplinaridade como norteadora do projeto. Aprendendo com o tangran os estudantes de diversas escolas puderam socializar seus conhecimentos através do teatro, da construção de maquetes, da produção textual ilustrada por figuras formadas pelas peças do tangram... Uma verdadeira festa.

A formadora Carmen, de Almenara, seguidora deste blog, trouxe, para socializar, o projeto Novena Literária. O objetivo é oportunizar a todos os membros da família a leitura de um livro. Após o término da Novena Literária todos se encontram para as apresentações de um livro por família. O mais interessante desse projeto é que não são os estudantes que apresentam o livro, mas alguém da comunidade familiar: um tio, o pai, a mãe, os avós... A formadora relatou que esse projeto foi de grande aceitação pela comunidade escolar pois os familiares dos estudantes se emocionaram muito com essa presença na escola para falar de uma experiência tão interessante.

As formadoras Hasla e Regina, de Contagem relataram o respeito e o carinho da Prefeitura para com o Gestar II. Grácia e Helenice, de Betim e eu, de Esmeraldas, relatamos nossas dificuldades em conciliar o programa com o calendário de reposições de aulas devido à gripe h1n1 e ao movimento sindical por melhores salários e condições de trabalho em nossos municípios.

Ainda teve a Solange, de Nova Resende, a Cidda, grande amiga, de Caetanópolis, que já terminou as oficinas do programa e todos poderão acompanhar seu trabalho maravilhoso através do blog que ela criou para esse fim. Teve o pessoal de Juatuba, com a competência da Cláudia e do Islander. A professora Beatriz, de Alfenas, Maria Helena, da cidade de Cláudio, as formadoras Lívia e Rosane, de Guaranésia, a formadora Luciene, que trouxe um banner do tamanho de Araçaí. A Selma e a Valdete, de Divinópolis. Por último a formadora Simone, de Inhotim, que apresentou um excelente trabalho com os cursistas do município, baseado na literatura de cordel.
Uma das certezas que permeou o seminário de avaliação foi o acerto na escolha do material do programa. Todos afirmaram o quanto ele é interessante e pertinente ao trabalho dos professores de língua materna.

Uma das maiores dificuldades, apontadas pelo grupo, foi a ausência da Universidade, na pessoa do formador responsável pelos formadores municipais. Dificuldade superada pelo compromisso, pelo entusiasmo, pela solidariedade entre os formadores de todo o país.
O mais importante dessa "gestação" toda foi perceber que a Educação, no país, tem um longo caminho para ser percorrido mas muitos educadores comprometidos com ela já deram seus primeiros passos. E, muito mais importante que os primeiros passos foi ter a Universidade de Brasília como aquela que nos proporcionou uma segurança infinita nessa caminhada.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O Gestar II e as bolsas do MEC

O Programa Gestão da Aprendizagem Escolar está terminando a primeira etapa em Minas Gerais. Os polos de Belo Horizonte e Montes Claros concluíram os seminários de avaliação nos dias 23 e 24 de novembro. O empenho dos professores formadores municipais e estaduais foi visível. Já o desempenho de algumas secretarias de educação do Estado foi incompatível com a proposta do Programa.
A UNB proporcionou um momento único na vida dos Professores Formadores. Estes trouxeram aos Seminários as emoções vivenciadas em cada oficina planejada, em cada conhecimento gestado e em cada projeto interdisciplinar construído pelos Professores Cursistas e iniciado nas escolas.
No meio de tanta emoção e de tanto empenho há uma pergunta que não quer calar: Onde está a bolsa? Com a resolução número 35, publicada em 13/07/2009, todos os formadores tinham esperança de receber o auxílio antes de o Programam acabar. Não foi o que aconteceu. E o MEC calou-se por completo. Informaram na etapa de agosto que pagariam em outubro. Depois informaram na etapa de novembro que a bolsa seria paga em dezembro. E, nesse jogo de empurra não sabemos de qual ano será esse dezembro.
Apesar de ser tudo maravilhoso: os cadernos, as atividades, as propostas consistentes de um ensino rico e variado da língua materna, o enfoque no trabalho com gêneros textuais e na metodologia de projetos interdisciplinares, nada pode se comparar ao descaso do MEC para com os formadores, no que diz respeito à bolsa.
Fico imaginando o que estará sendo feito desse dinheiro pois se a resolução já foi publicada (em julho) os recursos existem. E se eles existem por que não chegam nas mãos de seus verdadeiros donos, que são os formadores do Gestar II? Com esses escândalos que voltaram a acontecer não é bom nem pensar.
E não adianta o MEC dizer que a responsabilidade é da UNB porque todo mundo sabe que controlar pagamento de bolsa não é função da Universidade, mas sim do FNDE. A UNB repassa os relatórios, avalia os formadores, promove a formação e controla a frequência dos professores. E o MEC? O que o MEC andou fazendo durante esses nove meses de "gestação"? Porque aqui em Esmeraldas meus kits só chegaram em agosto.
É lamentável que um país que tenha por meta melhorar a educação trate seus professores dessa forma. Até hoje não comprei um livro sequer porque meu salário base de 660 reais não me permite. O notebook que eu precisei foi o meu pc, que eu carreguei em cima da minha moto, pra cima e pra baixo, durante esses nove meses. Ainda tendo que arrastar, de vez em quando, monitor, caixas de som, teclado e mouse. A Pérola, minha moto, ganhou até uns arranhões por causa disso.
Lamento pelas palavras duras. Apesar disso não guardo mágoas. O que eu conquistei com o Gestar II vai muito além dessa bolsa de 4.000,00. Mas certas coisa precisam ser ditas. E para os amigos que conquistei através do Programa só posso dizer que até agora nenhuma notícia sequer, boa ou má. A culpa deve ser do sistema, vocês sabem.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009







Muitas pessoas conhecem minha história de amor. A maioria acha o máximo esse amor desesperado e sem noção que tenho pelo meu marido. Com o tempo (já são dezenove anos de um casamento que me trouxe muita realização) aprendi que muitas pessoas passam a vida inteira procurando um amor assim e muitas nunca encontram.
Faço tudo e qualquer coisa por ele e no dia 29/11 larguei tudo pra lá: Pós-graduação, blog, postagens, gestar, resposta de e-mails, diários, taletas, plano de aula e fui atender ao chamado do meu amor: era o dia de confraternização no Instituto Mineiro de Nefrologia, clínica onde ele faz hemodiálise. Peguei as crianças e fui.
Quando eu cheguei lá percebi uma festa cheia de metáforas, daquelas bem poéticas: as equipes médicas e de enfermagem estavam lá todas fantasiadas para receber com muita alegria cada paciente com sua família. A clínica toda produzida com tenda, balões, palhaços, mesas postas e tudo muito bem cuidado para as pessoas mais importantes da festa: os pacientes. Até a chuva apareceu por lá para ajudar a diminuir o calor.
Olhei em redor e vi muitas pessoas com suas cicatrizes e suas dores, muitas com seus curativos, outras ainda em cadeiras de rodas. Quando o Papai Noel chegou até meu filho se levantou para ir lá tirar uma foto. E minha filha Victória passou a festa inteira dizendo que não era criança até que chegou a hora dos palhaços Pipoca e Sorriso distribuírem balões em formato de bicho. Só podia ir lá pegar quem fosse criança. Então ela, de repente, já era criança de novo. E o Arthur que passou a festa inteira se divertindo? Ele aproveitou demais a festa.

Por um instante mágico todos esqueceram seus problemas e uma energia de confraternização tomou conta da festa. A Banda deu um show. A festa foi linda e emocionante. E o serviço de primeira. Dizem que todos os anos é assim.

Fiquei imaginando o trabalho que deu organizar tudo aquilo. Quando terminou fiquei pensando que quem trabalhou tanto para organizar deveria também estar feliz com o resultado. Chegamos em casa todos exaustos. Todos felizes por termos participado de um evento tão delicioso.

Nessas ocasiões tão especias que a vida oferece é sempre bom refletir sobre as prioridades. Família e amigos devem estar sempre em primeiro lugar. São eles que nos ensinam lições preciosas de humildade, tolerância e amor. Pra vida inteira. Larguei tudo e fui à festa aprender uma lição. Não perdi nada. Ganhei.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Leitura de Setembro

Li muitos livros em setembro, mas apenas quero registrar “A hora da estrela” de Clarice Lispector. Um livro indicado por minha amiga Darcy, formadora do Gestar II no município de Lavras.
Pra falar a verdade eu não compreendo Clarice Lispector, mas como foi a Darcy que indicou e eu admiro muito o trabalho da Darcy tomei coragem e mandei ver. Tudo o que posso dizer sobre Macabéa é o que Clarice já disse no final da história: “Macabéa me matou”.
Depois de ter lido esse livro tenho pensado muito nas Macabéas que encontro em minha vida: queria que a grande hora delas não fosse a hora da morte. Queria que todas elas se descobrissem pessoas capazes de mudar seus destinos, capazes de domar esse animal furioso que é a vida.
Não importa de onde elas vêm. São muitas as Macabéas. E vivem como se soubessem ou como se sentissem. Não sabem e não sentem. Apenas pensam que sabem. Apenas pensam que sentem.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Unidade 21 e 22: Caderno 6

O CADERNO 6
UNIDADES 21 E 22

No dia 12 de setembro nos reunimos novamente na Escola Municipal João José dos Passos. Nosso encontro teve como objetivo estudar as unidades 21 e 22 do Caderno de Teoria e Prática 6. Para iniciar as atividades trouxe o vídeo Tamba Tajá, do solista Evandro Oliva. Uma lenda indígena do Norte do País e uma linda história de amor. Nesse vídeo o solista conta a história e ainda canta uma linda música do Maestro Waldemar Henrique.

Tamba Tajá
Waldemar Henrique

Tamba-tajá me faz feliz
Que meu amor me queira bem
Que seu amor seja só meu de mais ninguém,
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém...
Tamba tajá me faz feliz...
Assim o índio carregou sua macuxy
Para o roçado, para a guerra, para a morte,
Assim carregue o nosso amor a boa sorte...
Tamba-tajáTamba-tajá-a
Tamba-tajá me faz feliz
Que meu amor me queira bem
Que seu amor seja só meu de mais ninguém,
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém...
Tamba-tajá me faz feliz...
Que mais ninguém possa beijar o que beijei,
Que mais ninguém escute aquilo que escutei,
Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei.
Tamba-tajáTamba-tajá-a

No dia 12 de setembro nos reunimos para iniciar a 2ª etapa do Programa Gestar II. A Escola Municipal João José dos Passos nos recebeu novamente. Iniciamos nosso encontro com uma mensagem diferente. Trouxe para as cursistas um vídeo do Solista Evandro Oliva, contando a lenda Tamba Tajá. No vídeo o Solista conta a lenda e, após, ele canta uma composição do Maestro Valdemar Henrique que conta a mesma história de amor entre um casal macuxy. A lenda é uma belíssima história de amor e de renúncia.

Após o vídeo passamos a conversar a respeito desse trabalho de valorização da cultura em sala de aula. Ainda é preciso educar nossos alunos para ouvir. Eles ainda não têm essa habilidade desenvolvida. Quando o objetivo dos professores é fazer com que eles ouçam, eles não se concentram. Algumas professoras falam de um treino para a cópia. Os alunos só conseguem copiar do quadro. E consideram que aula é isso: apenas copiar. Quando são oferecidas atividades que não incluem cópia é muito difícil para o professor conseguir realizar as atividades, principalmente com alunos do 6º ano.

As professoras relataram que as atividades propostas pelo Gestar II têm sido muito interessantes no sentido de mudar essas concepções dos estudantes. Mas que a aplicação de algumas atividades dos AAA's ainda é um pouco complicada porque em nosso município não há como reproduzir o material, o que acaba saindo caro para as cursistas já que elas têm que assumir os custos com essa distribuição.

Uma das cursistas também falou da necessidade de um planejamento detalhado para a aplicação das atividades. Mesmo com as aulas "prontas" é necessário organização por parte do professor na hora de aplicá-las.

A construção da argumentação
Passamos então a explorar as unidades 21 e 22 do caderno de teoria e prática 6. Detivemos-nos na seção 1 da unidade 21: a construção da argumentação. Trabalhamos com a ideia de todos os textos são argumentativos. Uns mais outros menos, no entanto precisamos saber identificar esses argumentos nos textos com os quais lidamos em nosso cotidiano.

"Sempre que utilizamos a linguagem, estaremos implicitamente alterando - ou querendo alterar- as crenças dos interlocutores, implicitamente querendo convencê-los de nossas ideias".
(TP6, p. 16)

Seção 2
A tese e seus argumentos

A Professora Maria Aparecida trabalhou de uma forma muito interessante esta seção na 2ª etapa de formação em Belo Horizonte. Decidi faze do mesmo jeito com as cursistas.

Como todo texto é produzido com uma finalidade comunicativa e a intenção é convencer o leitor acerca de alguma ideia. Essa ideia é a tese. Assim, voltamos nossas atenções para os recursos (argumentos) utilizados pelo autor do texto para comprovar sua tese ao organizar seu texto.
• Argumentos baseados no senso comum
• Argumentos baseados em provas concretas
• Argumentos baseados em ensinamentos morais
• Argumentação por exemplo
• Argumento de autoridade
• Argumentos por raciocínio lógico
Tese: O cuidado com a saúde física e o gerenciamento da estética corporal tem feito do corpo uma importante fonte de preocupação do século XXI.
Produzimos, a partir da tese, argumentos:
baseados no senso comum:
Você não precisa ser um triatleta para manter seu corpo jovem. Bastam 40 minutos de caminhada, três a cinco vezes por semana para queimar as gordurinhas e ficar com a saúde física e o corpo em ordem. Isso não faz bem apenas para o corpo. Também o cérebro se beneficia dessa atividade.
Então deixe de preguiça, levante meia hora mais cedo e mexa-se! Você verá um resultado rapidamente e terá mais disposição e orgulho em olhar-se no espelho, principalmente se você tomar um copo de água morna em jejum, antes de sair para caminhar.
baseados em ensinamentos morais:
As pessoas estão muito preocupadas com a beleza exterior, abusando de tratamentos estéticos para manter o corpo e esquecendo que a beleza verdadeira está no interior de cada um e que é dessa beleza interior que surge uma boa saúde.
A saúde não depende de tratamentos estéticos e sim do amor, da busca pelo conhecimento, do compromisso e da compreensão.
Saúde é viver bem. Estética é apenas complemento.
baseados em opinião de autoridade sobre o assunto:
De acordo com pesquisas recentes, realizadas por Doutor José Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais, descobriu-se que os brasileiros adultos consomem 400 g de açúcar por dia, em média, e que a necessidade diária de açúcar é de 200g.
Doutor José afirma em sua pesquisa que os adultos consomem o dobro da quantidade de açúcar que necessitam diariamente e por isso a obesidade e, principalmente, o desenvolvimento de diabetes tem se tornado uma epidemia pelo Brasil.
baseados em raciocínio lógico:
Uma das preocupações do século XXI é o cuidado com a saúde física e a estética corporal. Isso se deve à ditadura da beleza em que vivemos. Na Idade Média as gordinhas e pálidas eram consideradas bonitas, pois essas qualidades demonstravam que elas não trabalhavam e um tom de pele mais escuro e a magreza simbolizavam escravidão.
Hoje o ideal de beleza é uma mulher magra. Assim as mulheres vivem preocupadas com o corpo, em função das cobranças da sociedade. Essa preocupação exagerada faz com que a mulher deixe de lado sua saúde e acabe esquecendo que a beleza da vida está nas coisas simples.
Esse assunto tem dois lados totalmente opostos: Um em que a saúde é fundamental e para ter saúde é preciso cuidado com o corpo e prática de exercício físico. Outro em que a mulher paga um alto preço por isso.
A solução é se cuidar e ser feliz.

Após a apresentação de cada texto discutimos a construção e a consistência dos argumentos. A seguir passamos para a Unidade 22: Planejamento e escrita.

No caderno 6 realizamos as atividade das páginas 76, 77, 78, 79 e 80. Tais atividades proporcionaram uma reflexão acerca de uma etapa muito importante do ato de escrever: o planejamento da escrita. Conversamos muito sobre a dificuldade do aluno em produzir textos, o famoso "branco". E sobre o papel do professor no planejamento dessa escrita.
Encerramos a primeira parte do encontro para o almoço. Martinha já nos aguardava com seu carinho e uma comidinha mineira deliciosa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Urucuia e a gincana cultural








Povo alegre, bem humorado e participativo que tem como maior bem a Escola Municipal Josefina Wanderley de Azeredo.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Povoado de Urucuia: Gincana Cultural













O Povoado de Urucuia fica a 18 km do centro de Esmeraldas. Lá fica localizada a Escola Municipal Josefina Wanderley de Azeredo. Dia 1º de novembro foi realizada uma Gincana Cultural na escola e fui convidada pela Professora Ariaine, cursista do programa Gestar II, para visitar a comunidade escolar. Nossa intenção, minha e da Professora Cursista, era de que eu visitasse a escola em um dia letivo comum mas, devido às dificuldades de transporte e de incompatibilidade de horários, não seria possível.

A gincana cultural teve como tema a Educação Ambiental. Na época da formação em Belo Horizonte a Professora Cida já havia falado sobre o cuidado que todos devemos ter durante esses eventos promovidos pela escola. Nosso trabalho com a linguagem deve ser muito escrupuloso pois, as vezes, as práticas de letramento são deixadas de lado, e nos concentramos em tudo: cardápio, barulho, cor da equipe, organização da gincana e esquecemos das práticas de letramento.

A gincana cultural da Escola Municipal Josefina Wanderley de Azeredo, no entanto, proporcionou muitas práticas de letramento aos estudantes e à comunidade em geral: as apresentações contaram com textos muito bem escritos e declamados pelos alunos, a produção de cartazes, painéis, faixas, a escolha das coreografias, figurino. Tudo muito adequado ao tema da Gincana. Uma das práticas de letramento que chamou a atenção foi o conhecimento das regras por parte das equipes e a preocupação dos estudantes em segui-las, já que o não cumprimento de tais regras acarretaria em perda de pontos para as equipes.

O evento foi realizado na Praça do Povoado e contou com a presença da comunidade. O Prefeito Flávio Malta Leroy também esteve presente para prestigiar o evento e parabenizou tamanho evento em um domingo de final de semana prolongado pelo feriado de 02/11. Mariana Pereira, Coordenadora do Programa Gestar II e moradora da comunidade, também esteve presente.
A comunidade se divertiu muito com a Gincana, os pais participaram das brincadeiras e aprovaram a animação das equipes. Os moradores de Urucuia têm muito orgulho da escola e, segundo a Vereadora Ivana, que também estava presente ao evento, a escola é considerada pelos moradores do povoado como o bem mais precioso de Urucuia.
Foi um domingo muito especial. Ouvi alguns estudantes, alunos da Professora Ariaine, algumas mães que se declararam muito satisfeitas com o trabalho que se desenvolve com os estudantes na escola. Uma das mães declarou que a Professora Ariaine é muito criativa e que "quase não usa livro didático". Essa mãe, que também é professora da Escola, considera essa atitude "muito importante para o desenvolvimento dos alunos".
Todos nós que fazem parte dessa rede gigantesca que é o Gestar II devemos nos orgulhar desse evento em Urucuia. Lá nesse povoado de gente alegre, trabalhadora e muito orgulhosa de sua cultura, o Gestar fez uma parceria de sucesso através das cursistas do Programa: Ariaine (cursista de Português) e Adriana (cursista de Matemática).

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Troca de Rosas

Ritual delicado e poético que existe no Vale do Amanhecer, hoje é dia da Troca de Rosas, Aniversário de Tia Neiva, onde as falanges do Céu vêm trazer suas bençãos à Terra. Não somente aos jaguares deste século, mas para toda a humanidade. Por isso, hoje, às vinte horas, leve a Deus um pensamento de amor, uma vibração positiva, um pedido, uma prece, uma dor, uma saudade. Falanges de amor e luz estarão na Terra inteira espalhando o amor incondicional. Banhe-se no perfume dessa Troca de Rosas.
Seja Feliz e tenha boa sorte.

terça-feira, 27 de outubro de 2009




Leitura de Agosto: O mundo de Sofia

Para o mês de agosto escolhi “O mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia”, de Jostein GAARDER. O livro é um passeio pela história da Filosofia. Lembro que quando ele foi publicado foi uma febre. Só se falava nele. Mas nunca tive oportunidade de ler. Naquela época eu já levava uma vida itinerante. O que eu mais gostei do Mundo de Sofia, foi de reler Marx. Então compreendi porque o movimento por melhoria salarial e de condições de trabalho tem tantos professores que não se engajam e não participam. São alienados.
A leitura desse livro fez com que eu entendesse que é vital para o Professor ler mais sobre Filosofia. Durante os dias em que estive lendo o livro fiquei mais questionadora e percebi que levei essas inquietações e esses questionamentos para a sala de aula. Minhas aulas foram muito proveitosas, e os alunos perceberam algo de diferente em mim: disseram que eu estava “mais legal”.
Mas acabou a leitura e a chama apagou. Quero reacendê-la para que ela brilhe sempre.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

É Dia do Professor!

Já estou cansada de ouvir que os professores não têm nada para comemorar. Tem professor falando até do constrangimento de se declarar professor. Eu tenho orgulho de ser professora. Se eu pudesse deixar alguma coisa para meus filhos, plantaria no coração deles o desejo ardente de ser professor.
Ser professor é muito bom! É um trabalho que faz a diferença. Cada professor tem seu jeito de trabalhar, de se relacionar com os estudantes, cada um é um universo de experiências, crenças, teorias, fazeres, sabores e saberes. Isso proporciona uma convivência rica em um ambiente onde a busca pelo conhecimento é o pano de fundo para as teias de relacionamento que se cruzam nas salas de aula, na sala dos professores, nos corredores da escola.
Enquanto uns professores ficam abaladíssimos com as bombas jogadas nos carros estacionados na escola, outros se preocupam, mas nem tanto.
Enquanto uns trabalham para que os estudantes tenham acesso à variante padrão da língua, pelo menos no ambiente escolar e nos aspectos mais gerais da língua, outros dizem "para mim fazer", justificando que a exigência de um Português mais "erudito" torna o professor um pedante.
Enquanto uns lutam pelos direitos da categoria, outros furam o movimento.
Aqui pode parecer, mas não são dois lados de um conflito. Como eu já disse, são universos inteiros. E todos os posicionamentos contribuem para fazer da escola, especialmente a escola pública, isso que ela é: o lugar da diversidade.
É importante discutir a questão da violência na escola? Claro que é. Mas também é preciso valorizar as relações. É importante ensinar? Não só é importante como é o dever da escola. É pra isso que a escola existe. Mas também é importante valorizar a cultura, as variantes de prestígio naquela comunidade em que a escola está inserida. É importante lutar pelos direitos da categoria? Imprescindível. O que não é possível deixar o rancor tomar conta dos corações.
Ser professor é muito bom. Não sou uma Poliana. Sei, tenho experimentado cotidianamente experiências nada edificantes nas salas de aula por onde eu tenho trabalhado. Já dei aula em tudo quanto é lugar, mas nada se compara às dificuldades que tenho aqui em Minas Gerais.
Não são só os alunos, não. Muitos colegas professores também fazem questão de dar uma alfinetada de vez em quando. As vezes essas alfinetadas se transformam em espadas ou flechas que acertam direto no coração.Todo dia tem algum leão pra matar, como nos circos romanos. Mas quero deixar minha marca. As humilhações, as dificuldades, o preconceito, a não aceitação, a gente vai vencendo em busca de um objetivo maior.
Sem exagero nenhum: adoro meu trabalho. Já pensei em deixar a sala de aula, mas para onde eu iria? Acho que penso nisso naqueles dias sem sol. Mas logo o sol vem e eu esqueço os dias de frio. Tenho horror ao frio.
Concordo plenamente que o professor do serviço público ganha mal. Especialmente o funcionário da esfera municipal e estadual. Minas Gerais é tão ruim quanto o Pará, nesse aspecto. Mas na Educação não há mais espaço para o amadorismo. É preciso ter formação. Estar preparado. Buscar. É preciso ser profissional cada vez mais.
Se tem muita coisa ruim: salário baixo, violência na escola, falta de respeito e de valorização, tem a vontade de fazer a diferença. tem a vontade de romper as barreiras da indiferença e do preconceito. E esse ano eu até ganhei um presente do MEC: o GESTAR II. Imagina se eu fosse pagar um curso desse porte. Como esse programa mudou a minha vida, agora eu não paro mais.
Estou muito feliz porque hoje é o meu dia. Sou muito feliz porque sou professora. Faço a minha parte. Faço o que eu gosto. Costumo dizer que eu nasci pra fazer isso. Parabéns a todos os professores e a todas as professoras do Brasil!

domingo, 11 de outubro de 2009

"Porque eu quero ter amor bem mais ainda"

A agência Mendes Publicidade foi a responsável pela produção do cartaz que ilustra a Festa da Rainha da Amazônia deste ano. O fotógrafo escolhido pela Diretoria da Festa para fazer a foto da imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré foi Miguel Chikaoka. Miguel, que possui mais de trinta anos de carreira, no ano passado, apresentou a exposição "Cenas da Fé", composta de 20 fotografias cujo tema era o Círio. O cartaz é considerado um dos símbolos do Círio. O primeiro foi produzido em 1882, e até hoje essa tradição permanece. Os fiéis têm o costume de fixar o Cartaz nas fachadas dos prédios, portas das casas, hospitais, para prestar homenagem e também pedir bênçãos à Padroeira dos Paraenses. Os antigos cartazes podem ser conferidos no site oficial do Círio: www.basilicasantuariodenazare.com.br.

Nos meus tempos de católica praticante nunca dei valor ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Fui entender o que essa procissão descomunal significava pra mim quando deixei minha casa para morar na casa dos outros.

Entendi o valor da comida especial no 2º domingo de outubro: alimento que dá tanto trabalho para ser preparado e que só nesse dia pode ser saboreado na companhia dos amigos e da família que se junta para lembrar os ausentes e comemorar os que chegam a correr pela casa ou a depender do colo e dos cuidados de quem estiver disposto e paciente. Dia também de reverenciar os mais velhos por sua sabedoria e experiência acumulada ao longo de suas vidas.

Nunca fui à uma procissão. Não tive coragem de enfrentar o calor, o tumulto e a multidão. Falta de fé, talvez. Nunca fui muito de acreditar. Mas diversas vezes a Mãe de Jesus e padroeira da família veio ao meu encontro. A Mãe da Amazônia já foi me procurar nas águas da baía, nas estradas, na praça da matriz, bem no meio de meu caminhar desavisado em terra ou em água.


Por eu ser assim tão descrente sempre admirei a fé dos outros. Os romeiros que vêm a pé de Castanhal, os que vêm de bicicleta, os que pagam suas promessas com tijolos na cabeça, aqueles que trazem velas de todos os formatos e tamanhos para colocar no "Carro dos Milagres", os anjos de branco, de azul, de cor de rosa que alçam seus vôos nos ombros de seus pais e são mensageiros da esperança. Os que caminham de joelhos, os que levam suas cruzes. São tantos os promesseiros para anunciar a fé que eu não tenho.

Muitos distribuem água, outros andam de joelhos, outros rezam, cantam e eu choro. Choro de saudades de casa. E penso em tudo o que a Senhora da Berlinda, que vai ao encontro de seus filhos por onde eles estiverem, representa para o povo tão sofrido e tão abandonado por seus governantes. Alguém deveria fazer uma promessa pra que esses mesmos governantes tivessem um pouco de descência e parassem de roubar o dinheiro público.

Eu não tenho fé para isso. Sei que o meu caminho é sem volta. Se, ou quando, um dia eu voltar a ver a Senhora de Nazaré de perto, será com olhos de turista. Mesmo assim sei, ainda que sem fé, que essa que avança como a aurora, continuará a me abençoar e a confortar meu coração tão dolorido por essa vida afora.

Tenho um amigo (sonhei com ele hoje. Deve ser saudade) que fala que tudo na vida da gente é a gente que escolhe. Nunca concordei com ele. Não escolheria jamais viver longe da Baía do Guajará. Se eu pudesse escolher, estaria hoje sob a regência das águas. Não é ingratidão com a terra que me acolheu, as montanhas que me abrigam. Mas a gente é o que é.
Que a Mãe de Jesus possa ser hoje a mãe de cada um: dos que acreditam fervorosamente e de mãos postas pedem sua benção, e dos que não acreditam. São todos filhos, uns mais fáceis outros mais pirracentos. E que de Belém venha a luz do Círio para emanar todas as famílias com esperança e todos os valores que precisamos resgatar em cada lar: respeito, tolerância, humildade e amor.

domingo, 4 de outubro de 2009

Leitura de Julho

O livro Terra Vermelha, de Domingos Pellegrini, caiu do céu. Muito lindo, o livro conta a vida de Tiana e José em meio à colonização do norte do Paraná e a fundação de Londrina. O café, as conquistas, as lutas. A passeata das Putas. Eu pude pensar muito em mim e na minha situação de migrante nas terras de Minas. O livro nem foi lido, foi devorado. Uma leitura muito fácil, muito rápida e quando a gente vê, já acabou.
A história conta dos amigos, da vida, das dificuldades e fala do sentido que a vida tem, na busca pela realização pessoal, fala de sucessos e de fracasssos. Fala de migrantes e imigrantes, culturas que se juntaram para realizar um sonho: Londrina. O livro ainda me fez pensar nas aulas de Geografia. Lembro de ter ouvido falar do solo de terra roxa, excelente para o plantio do café. Nunca suspeitei que a terra era mesmo vermelha. Tem coisas que a gente não aprende mesmo na escola...
" Como vou? Vivendo
a poesia de cada dia
com sol ou chovendo"
do caderno de poesias de Tiana

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Teia Cultural Minas - Nº 84 - 01 de outubro de 2009 - Ano V‏

Homenagem aos benzedeiros, parteiras, bordadeiras, quituteiras e doceiras, congadeiras e reisados, carnavalescos, balaieiros, bandas de música e mestres da tradição oral da cidade de Esmeraldas, em Minas Gerais, que receberam no último dia 25 de setembro a Diplomação como Mestres da Cultura Popular. Essa solenidade integrou a Jornada Mineira do Patrimônio, promovida pelo IEPHA, e que acontece simultaneamente em mais de 500 municípios mineiros. Para o Diretor de Cultura de Esmeraldas, Paulo Pimentel Teixeira, essa diplomação tem como objetivos reconhecer e estimular os detentores dos conhecimentos da cultura popular no município e em todo o estado de Minas Gerais. Parabéns aos Mestres da Cultura Popular de Esmeraldas!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Jornada Mineira do Patrimônio Cultural

Um evento muito especial aconteceu em Esmeraldas no dia 25 de setembro. Todo mundo fala que a cultura deve ser valorizada. Discursos e discursos são produzidos nesse sentido. Poucas vezes se vê uma Prefeitura passar do discurso para a ação, efetivamente.
Mas no dia 25 de setembro ocorreu a diplomação dos Mestres de Cultura em Emeraldas. Os Mestres de Cultura são pessoas da comunidade que se tornaram referência por um trabalho diferenciado, desenvolvido com muita dedicação, muito carinho e muita propriedade.
O senhor José Leroy (Presidente do COMPHAE e também homenageado como Mestre de Cultura) entregou aos jovens Guardiães do Patrimônio suas condecorações. Esses jovens foram capacitados em uma jornada de 40 horas de estudos sobre Patrimônio cultural, na semana em que a cidade completou 108 anos de emancipação política.
Os Mestres de Cultura estavam muito orgulhosos. Na companhia de seus familiares vieram de todos os lugares do município. Muitos fizeram seus discursos resgatando e emocionando mais um pouco a memória dos presentes, trazendo a sabedoria, a alegria e o brilho nos olhos que os fizeram destacar-se em meio à comunidade.
Outros não disseram nada porque não precisava dizer nada. A presença deles falava mais alto que qualquer palavra.
Como Mestres de Cultura que são, ensinaram aos presentes uma lição de humildade. Todos agradeceram a mais alguém por ali estarem. E foram unânimes em agradecer ao Diretor de Cultura do Município, Paulo Pimentel, e à Flor, essa florzinha de pessoa.
Segundo palavras de Cida (Maria Aparecida Reis, representante do Ministério da Cultura), ali estavam reunidas as pessoas mais ilustres da cidade: Os Mestres e Mestras de Cultura do município.
Foi uma tarde muito especial. Os Mestres foram homenageados por seus diversos ofícios: Contadores de "causos", Produtores de cachaça (Cachaceiros), Benzedores, Congadeiros, Fotógrafos, Parteiras, Maestros, Quituteiras, Bordadeiras, Regente de Coral, Ferreiros, Organizadores de Blocos Carnavalescos, Raizeiros.
Esse banquete cultural, que contou com a participação da Secretária de Educação, Professora Jane, foi encerrado com a exibição de um vídeo sobre o carnaval esmeraldense. Uma tarde inteira pra homenagear aqueles que ajudaram a fazer de Esmeraldas uma cidade muito especial para se viver.

sábado, 26 de setembro de 2009

Jornada Mineira do Patrimônio Cultural





A Jornada Mineira do Patrimônio Cultural começou, em Esmeraldas, com o lançamento do Manifesto em Pró da Preservação do Palacete Fazenda Santo Antônio, no dia 04/09. Um dos eventos da Jornada foi a preparação de 20 jovens, estudantes do Ensino Médio e participantes do programa "Poupança Jovem" para serem Guardiães do Patrimônio Cultural.

A formação dos jovens guardiães aconteceu na semana em que a cidade comemorou seus 108 anos de emancipação política (14 a 18/09). Os jovens participantes foram escolhidos entre os muitos distritos do Município. Vieram participar jovens de Melo Viana, Andiroba, Caracóis, Recanto Verde e Sede.

A programação incluiu palestras sobre o COMPHAE (Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Esmeraldas) pelo Presidente do Conselho, Senhor José Leroy. Ainda houve, na fala do Diretor de Cultura do Município, Paulo Pimentel, a preocupação de esclarecer entre os jovens o significado da palavra patrimônio, primeiro buscando entre os jovens esse significado.

Houve ainda uma mostra de vídeo sobre o carnaval de Esmeraldas, feita após montagem de fotos de um período de 4 décadas (acervo do senhor José Leroy), onde os jovens foram orientados a observar, através das fotografias, mudanças na arquitetura da cidade, no comportamento das pessoas, modos de vestir e brincar o carnaval.

Os jovens puderam contar também com a apresentação de Simone Ramos, consultora em Patrimônio da Prefeitura de Esmeraldas. Através das orientaçoes de Simone, os jovens puderam perceber o conceito de Patrimônio em uma linguagem bastante acessível. Simone trouxe ainda alguns conceitos sobre Patrimônio, Patrimônio Cultural Material e Imaterial, e sobre o processo contínuo da cultura e do conhecimento.

Os jovens e as jovens também puderam apresentar seu patrimônio através de uma dinâmica organizada por Simone, o que contribuiu muito para que eles expressassem suas ideias sobre os assuntos abordados até então. Houve todo tipo de patrimônio apresentado pelos jovens: celulares, camisas dos times de coração, manetes de video game, certificados, lembranças trazidas do primeiro passeio à praia ... Foi oportunizado aos jovens assistir ao longa "Narradores de Javé", (nosso velho conhecido) para terem ainda mais elementos para discutir, perceber e conhecer sobre o assunto "Patrimônio Cultural".

Os jovens puderam também ouvir alguns dos Mestres de Cultura do Município, que vieram compartilhar seus conhecimentos, saberes e suas experiências. Ainda os Guardiães puderam visitaram casas antigas e a Fazenda Serra Negra, pontos que guardam as riquezas culturais de Esmeraldas.
No dia 25 de setembro os jovens serão diplomados "Guardiães do Patrimônio", juntamente com os Mestres de Cultura do Município, em cerimônia na Câmara de Vereadores de Esmeraldas. A Prefeitura e a Diretoria de Cultura estão de parabéns por essa iniciativa.










Como formadora do Gestar II eu fiquei muito feliz em ter participado de alguns momentos dessa formação e, de alguma forma, ter contribuído para que os jovens possam compreender o valor da cultura para a vida das pessoas. Além disso tive a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura do Município, seus Mestres de Cultura, a riqueza cultural que há e que nem os próprios moradores, na maioria das vezes filhos da terra, valorizam e conhecem.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

22 de Agosto de 2009: Estudos sobre o Caderno 5

Carga horária: 4 horas
Professoras presentes: Ariaine, Andrea, Carla, Maria Nolgfira e Rosely
Como as Professoras Cursistas pediram, nós nos reunimos no auditório da Secretaria de Educação para encerrar as discussões do Caderno 5: Estilo, Coesão e Coerência. Para começar a atividade trouxe um vídeo com a música Eu só peço a Deus, na voz de Mercedes Sosa e Beth Carvalho.
Depois de assistido ao video pedi às Professoras que fizessem comentários sobre ele. A Professora Rosely falou que a mensagem vem muito ao encontro da luta que os trabalhadores da educação no município tem empreendido pela valorização do Professor e de todos os funcionários das escola municipais. Isso porque o trabalho vai muito além de uma forma de sustento, de uma forma de ganhar o pão, o trabalho é aquilo que dignifica as pessoas.
Segundo a Professora o salário pago aos Professores e a ausência de um plano de cargos e vencimentos dificulta muito que os funcionários da Educação de Esmeraldas sintam-se motivados e dignos.
Eu chamei a atenção para o fato de o nosso trabalho ser diretamente com os estudantes e que não poderíamos nos esquecer da dor do outro, de que não poderíamos deixar a dureza do cotidiano roubar nossa ternura, nosso carinho, nosso respeito por nossos companheiros de estrada. Não somente pelos estudantes, mas ainda por todos os professores, cantineiros, auxiliares de biblioteca e secretaria, supervisores e diretores.
Passamos a discutir o caderno 5. As unidades 19 e 20. Coesão Textual e Relações Lógicas no Texto. O material havia acabado de chegar e por isso optei por realizar algumas atividades no caderno. Uma delas foi a atividade 6, nas páginas 128 e 129. O texto A Pesca foi utilizado para tratar dos elos coesivos e a coesão por justaposição.
Tratamos da coesão referencial e trabalhamos a atividade 9, nas páginas 140, 141 e 142. Pedi às Cursistas que estudassem o Caderno 5 com muito cuidado, lessem e realizassem todas as atividades, além de entregarem os relatórios da atividades aplicadas em sala de aula com os estudantes. Além disso que recolhessem também amostras do produto desse trabalho para anexarem aos relatórios.
Ainda trabalhamos as atividades 8 (p. 195) e 9 (p. 200) a respeito da unidade 20: Relações lógicas no texto.
Apesar de eu ter estudado muito o caderno 5, não tive muita segurança para trabalhar com ele porque considerei o assunto muito difícil para ser explicado. Além disso, não encontrei material correspondente entre os slides trazidos da 1ª formação em Belo Horizonte. Assim, avalio que o caderno 5 foi aquele em que eu mais fiquei devendo às cursistas.
Encerramos o encontro as 17 horas e nos despedimos. Já havia a expectativa com a 2ª etapa de formação em Belo Horizonte e a minha preocupação e a do Professor Rafael era a mesma: Os portifólios que não ficaram prontos por conta do atraso na entrega dos kits.
Eu só peço a Deus
(composição de Leo Gieco / Raul Elwanger. Vozes de Beth Carvalho e Mercedes Sosa.
Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucado brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência dessa gente

Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que esse povo não o esqueça facilmente.

Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganado
Pra viver numa cultura diferente.

“Se eu pudesse deixar algum presente para vocês, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos, a consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos, para que não mais se repetissem...
A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para vocês se pudesse o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho a ação,
E, quando tudo mais faltasse, um segredo...
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída. ”
Encontro de encerramento da 1ª Etapa do Programa Gestar II.
Esmeraldas, 22 de Agosto de 2009. Escola Municipal João José dos Passos.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Escola Municipal João José dos Passos








Na Escola Municipal João José dos Passos recebemos o carinho da direção e o apoio indispensável de Martinha. Temos passado momentos muito produtivos e agradáveis juntas.

domingo, 13 de setembro de 2009

O início do Caderno 5

No mesmo dia 08 de agosto continuamos nossas atividades à tarde. Produzimos muito nesse dia. Iniciamos as unidades do Caderno de Teoria e Prática 5: Estilo, Coesão e Coerência. Falamos a respeito das unidades 17 e 18. Conversamos sobre as figuras de linguagem Metáfora e Metonímia, que são utilizadas como recursos de estilo visando transmitir a visão de mundo ou as emoções do autor na produção de um texto. E a transgressão da norma gramatical consciente e com a intenção de dar expressividade ao texto é também um recurso de estilo.
Depois das discussões acerca da construção da coerência textual (a boa formação de um texto) e das possibilidades de recriação, por meio das imagens, de um fio condutor para a leitura e interpretação do texto, falamos a respeito da interpretação que cada um poderá dar a determinado texto: leitores diferentes percebem o mundo e o texto de formas diferentes.
Para encerrar as atividades do dia realizamos a atividade final da Oficina, a respeito da tessitura do texto e dos aspectos da construção de sua coerência. Após construir a análise proposta, ela foi apresentada em forma de texto.
Avaliamos o dia como muito produtivo e proveitoso para os estudos propostos. Como ponto negativo algumas cursistas reclamaram da distância da escola João José dos Passos da sede do Município. Como forma de encontrar um equilíbrio sugeriu-se que o próximo encontro fosse realizado na Secretaria de Educação, caso houvesse possibilidade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O resultado da última oficina do Caderno de Teoria e Prática 4

CADERNO DE TEORIA E PRÁTICA 4
UNIDADE 16
PLANO DE AULA I

SÉRIE: 9º ANO
OBJETIVOS
:
Incentivar os alunos a estudar, para ter uma condição de vida melhor;
Oportunizar a observação de várias profissões e das necessidades do mercado de trabalho;
Pensar na possibilidade de seguir profissões fora de seu núcleo familiar, pois a maioria tende a seguir a profissão do pai;

METODOLOGIA
Aula expositiva;
Palestras com profissionais capacitados a explicar aos alunos;
Pesquisas em jornais, revistas e sites sobre o assunto;
Confecção de cartazes;
Escrita de cartas
Produção de Seminários

RECURSOS
Jornais, revistas, internet, DVD, cartolina, cola, tesoura, cópia do texto do caderno 4 (p. 220)

CARGA HORÁRIA: 04 AULAS

DESENVOLVIMENTO
Conversa informal com os alunos a respeito do assunto em questão;
Entrega da cópia do texto para uma leitura exploratória;
Conversa a respeito da cópia do texto:
O que ela representa?
Solicitar um slogan para ilustrar a imagem;
Solicitar aos estudantes que pesquisem em diversos meios de comunicação e tragam informações sobre emprego e desemprego;
Pesquisar sobre as demandas candidato/vaga nos vestibulares das instituições públicas de ensino superior em Minas Gerais;
Escolher diversas profissões para falar sobre elas, em forma de seminários;
Escrever cartas, convidando os profissionais das áreas escolhidas pedindo informações e orientações;
Proporcionar o debate sobre a conscientização da responsabilidade do profissional em exercer sua atividade com consciência, em respeito tanto ao seu empregador e aos usuários do serviço a ser prestado, como em respeito a si mesmo. Ser um bom profissional no mercado é fazer a diferença.
PLANO DE AULA II
CADERNO DE TEORIA E PRÁTICA 4
SÉRIE: 9º ANO
OBJETIVOS:
Estimular os alunos a buscarem determinado nível de formação;
Despertar a curiosidade pelo conhecimento de diversos trabalhos profissionais;
Conscientizar sobre a importância de determinadas escolhas profissionais se darem no ambiente escolar e na influência dessas escolhas durante todo o percurso da vida desse estudante.
Desafiar os alunos a prosseguirem nos estudos, com objetivos bem traçados e definidos.

METODOLOGIA
Utilizar textos selecionados pelos estudantes;
Reproduzir, em lâmina, o texto da página 220 (TP4)

RECURSOS
Retroprojetor
Jornais e revistas
Filme e DVD.

CARGA HORÁRIA:
04 AULAS


DESENVOLVIMENTO:
Pedir aos alunos que selecionem textos de jornais e revistas que abordem o tema: PROFISSÕES, dando preferência àquelas que os estudantes pretendem exercer.
Trabalhar o texto da página 220 através de lâmina;
Solicitar aos estudantes que produzam a atividade proposta na página 221, atividade 1, letra b;
Sugestão de filme para ser trabalhado: “O óleo de Lorenzo”. Durante a análise do filme, comentar sobre a motivação das pessoas a exercerem determinada profissão. Os objetivos não somente materiais de se exercer determinada profissão, mas o valor do trabalho na sociedade.

domingo, 6 de setembro de 2009

Oficina de Projetos

Lazer no Gestar II só de vez em quando. Depois da Semana de Formação em Belo Horizonte é hora de voltar ao trabalho. Eu e o Rafael, formador de Matemática do Gestar 2, optamos por fazer uma oficina para falar a respeito dos projetos. Promovemos o encontro em Esmeraldas com os cursistas de Português e Matemática. Agendamos nosso encontro para o dia 03 de setembro, no auditório da Secretaria de Educação.
Iniciamos o encontro com o vídeo "Saber e Sabor" e a discussão acerca da participação efetiva do aluno na construção de seu conhecimento e na alegria de aprender. Em seguida apresentei os slides preparados sobre a avaliação dos cursistas do programa Gestar II, baseado nas informações do guia geral.
Os principais tópicos da apresentação foram: os relatórios das atividades do "avançando na prática" (dois para cada caderno de teoria e prática), o portifólio e o projeto interventivo, de acordo com instruções claras e precisas da Professora Cida. Esclarecemos muitas dúvidas e marcamos o final do curso e entrega dos portifólios para o dia 13 de novembro. Até lá marcaremos outros momentos para o atendimento pedagógico e a construção desses projetos.
O Professor Rafael trouxe para nós um vídeo com reflexões acerca da história da humanidade. Foi um momento muito especial em que o grupo se sentiu mais unido e com a certeza de estar preparando o futuro. Todos nós avaliamos o encontro como muito produtivo porque alguns professores cursistas já saíram de lá com uma ideia formada a respeito do projeto que implementarão com suas turmas.
A sugestão do grupo foi no sentido de haver mais momentos de socialização entre os cursistas das áreas de Português e de Matemática. Eu e o Rafael também gostamos muito de ter feito essa parceria. Como a máquina fotográfica estava no papel de pen drive foram poucas as fotos.
Esse encontro marcou, para a turma de Português, o término da Primeira Etapa de Formação do Gestar II. O próximo encontro, marcado para o dia 12/09, iniciará as discussões do Caderno 6 e acontecerá na Escola Municipal João José dos Passos, com 8 horas de duração.

Gestar II em Belo Horizonte




Momentos de encontro, estudo e descanso. Eu e Luciene, Tia Cida e sua sabedoria e eu, Darcy e Solange tomando café. Gestar II: sempre uma emoção.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Os problemas de sempre

Durante a 2ª etapa de formação em Belo Horizonte houve muitos problemas. Como na 1ª vez. O local da formação é desconfortável, as salas são pequenas para abrigar as turmas. Há falta de informação. Tudo é feito na base do improviso e os formadores do Gestar têm sempre a impessão de que estão incomodando.
A estrutura é péssima. Não há lanchonetes. Perde-se muito tempo até encontra uma papelaria, uma padaria. Como há problemas de falta de informação, perde´se tempo até mesmo para saber em qual andar se dará o encontro,
Geralmente não reclamo. Procuro fazer sempre dos limões que a vida me oferece, pudins. Mas dessa vez não posso deixar passar. E eu gostaria mesmo de não precisar voltar mais uma vez àquele prédio. Há muito barulho. Nem sempre é possível ouvir o que o professor está falando.
E mais um tanto de reclamações que eu poderia fazer, mas é melhor "deixar quieto", como dizem os mineiros porque se se começa a reclamar muito é-se logo rotulado de chato, enjoado, exigente. Mas para uma semana de estudos, reflexões acerca do ensino da língua materna, produção de conhecimento científico,o prédio da Rua Carangola, no bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte deixa muito a desejar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Chagall e Rodin na Casa Fiat de Cultura

Aproveitando a oportunidade de estar em Belo Horizonte para o Gestar II, eu, minha amiga Cidda, formadora de Caetanópolis, e minha filha Victória Carolina, visitamos as exposições. Chegar e sair da Casa Fiat é um pouco complicado para quem não conhece o caminho. Não é a mesma coisa de ir até à Praça Sete, lógico.


Desde o primeiro dia que a exposição de Rodin chegou à BH eu prometera para Vi que a levaria para ver. De Chagall eu nunca ouvira falar (espero sinceramente que perdoem minha ignorância). A Professora Cida (outra Cida. Aquela que veio de Brasília para trabalhar a 2ª etapa de formação do Gestar II. Da UNB) passou a semana inteira falando nesse Chagall. Qualquer coisinha falava no Chagall. Acabei querendo saber.


Saímos daquele espetáculo que é a Praça da Liberdade às seis e meia, na van. Estávamos apreensivas. Não sabíamos o caminho, nem como fazer pra voltar pra casa. Mesmo assim estávamos emocionadas. Ao desembarcar da van uma força nos puxou para a exposição das obras de Chagall. Tivemos muita sorte porque fomos recebidas pelo Milton Lira (htpp://miltonlira.multiply.com), que nos apresentou aquele mundo alegre, colorido e maravilhoso, que são as obras de Chagall.


É tudo muito especial. Claro que antes de irmos embora demos uma passadinha lá no Rodin, mas não foi mais a mesma coisa. Eu não parava mais de pensar nas obras do pintor russo que eu pensava que era francês. Estou até pensando em mudar meu nome para Silvia Chagall.


Se você tiver uma oportunidade de visitar as exposições, vá lá. Mas vá com tempo. Ficamos lá duas horas e deu pra ver a metade. Se você não tiver oportunidade de ir até lá, recomendo que se dê essa oportunidade de presente. Você vai sair de lá flutuando de felicidade. Vivi tem 12 anos e adorou Chagall. Então recomendo que leve seu filho, seu sobrinho, seu afilhado. Caso sua prefeitura esteja disposta, recomendo também que leve seus alunos. Os meninos e as meninas.
Para saber mais:
31 3289-8911
Casa Fiat de Cultura
Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1250
Belvedere. Nova Lima, MG.

JORNADA MINEIRA DO PATRIMÔNIO CULTURAL


4º Festival de Cultura de Esmeraldas integra Jornada Mineira do Patrimônio Cultural
Em defesa das tradições da cultura local de Esmeraldas, o Departamento de Cultura da cidade realiza durante o mês de setembro o 4º Festival de Cultura de Esmeraldas, evento que integra a Jornada Mineira do Patrimônio Cultural, que é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura com o apoio dos municípios e de diversas instituições educacionais e culturais de Minas Gerais.

As ações começam no dia 04 de setembro, com o Manifesto em Pró da Preservação do Patrimônio, no casarão Santo Antônio, na Fazenda Santo Antônio – Estrada de Urucuia, a partir das 20h. Haverá apresentações de sarau, teatro, Grupo Rapacuia e de Alberan Moraes.

Concomitante ao evento acontecerá também oficinas culturais de Percussão, Restauração e Teoria do Patrimônio Cultural, Circo e Estandartes e Alegorias.

Confira a programação completa e mais informações sobre o 4º Festival de Cultura de Esmeraldas no blog da no
blog da Representação Regional do Ministério da Cultura em Minas Gerais.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O encontro em Belo Horizonte

Quinta-feira, 27 de agosto de 2009.
São muitas as orientações da Professora Cida. Os portifólios das colegas ficaram muito legais. Com as experiências delas vai ser possível melhorar muitas coisas no trabalho com o Gestar aqui em Esmeraldas. Além disso estão na pauta as oficinas, as sugestões de trabalho e de discussões com o caderno 6. Os cadernos 1 e 2 ainda não foram abordados, exceto ontem com a exibição do filme e a discussão sobre o filme, na verdade um documentário sobre o Português falado no Planeta. As palavras de Saramago: "Não existe um Português. O que existem são vidas em Português" são muito especiais pra mim.
Alguns programas já abordaram esse tema. Principalmente o Fantástico, quando o Zeca Camargo viajou pelo mundo mostrando o quadro "Aqui se fala Português". A Mangueira também já fez um enredo muito interessante sobre os países que falam nossa língua. Mas o documentário foi muito interessante. A dinâmica dele faz com que se pense na dimensão, na proporção gigantesca desse Português, dessa língua rica e maravilhosa.
É importante trabalhar com os professores, não somente os de Língua Materna, mas com todos eles, a temática que o filme aborda. Não somo donos da língua. Somo usuários dela, como bem disse, no documentário, o escritor João Ubaldo Ribeiro. Assim podemos usar a língua com liberdade para criar imagens poéticas para expressar o que sentimos, como o jovem Dinho que chegou à conclusão de que "plantou uma árvore sem ter água pra regar", referindo-se ao filho que sua namorada espera.
Lendo as coisas que acabei de escrever pensei também nas atividades das primeiras unidades do caderno 6. Vimos os tipos de argumentos que podemos usar para construir o texto. E antes, na terça-feira, a turma foi protagonista de um sarau literário. Poemas diversos fizeram a emoção do momento torná-lo inesquecível. Poemas de famosos e não tão famosos arrancaram aplausos da platéia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais uma vez em BH

Hoje recomeçou a jornada do Gestar II em Belo Horizonte. A grande surpresa da etapa ficou com as turmas do Polo de Montes Claros que vieram G'ESTAR aqui. Que sejam bem vindos! A Professora Catia também não veio. Quem veio foi a professora Cida em seu lugar. Teremos uma longa jornada pela frente para estudarmos os cadernos de teoria e prática 6, 1 e 2.


Hoje o dia foi longo. Estávamos todos fervendo de novidades para contar. Muitos portifólios foram mostrados e a generosidade dos colegas que fazem o Gestar acontecer em cada cidade foi visível e emocionante. Muitas ideias novas que mostram caminhos e legitimam outros que começam a ser percorridos agora.


Trabalhamos mesmo com a avaliação dos diversos prismas do Gestar II. A Professora Cida trouxe diversos tópicos para serem avaliados pelo grupo.


Oficina de Avaliação

1. Avaliação do trabalho pedagógico

produção dos cursistas

produção dos alunos do ensino fundamental

participação dos cursistas nas oficinas

elaboração dos projetos

organização das oficinas por parte do formador


2. Avaliação sistemática do programa

aplicabilidade das tarefas dos TP's

aplicabilidade das tarefas dos AAA's

organização dos tempos de formação (horas diretas e indiretas)

relação entre os parceiros

avaliação dos portifólios


Nosso grupo encontrou maior dificuldade na elaboração dos projetos interdisciplinares. Ficamos aliviadas quando a Professora Cida nos orientou detalhadamente, simplificando ao máximo a estrutura do projeto, que será construído como um "projeto de intervenção". A professora Cida apresentou o que ela chamou de tríade do projeto:


Introdução

1. Contexto

2. Problema

3. Objetivos


Estratégias de Intervenção


Conclusão: Apresentar os resultados das intervenções em cima do referencial teórico.


A Professora Cida foi muito paciente. Explicou tudo com muita propriedade e eu consegui entender como ajudar minhas cursistas a implementar os projetos e relatá-los. Durante a discussão surgiram até sugestões de temas para a construção do projeto.
Encerramos o encontro. Mas amanhã tem a pedreira do caderno 6.

sábado, 22 de agosto de 2009

O SEXTO ENCONTRO: mudanças significativas na dinâmica dos encontros.


Passou o recesso. Durante os 15 dias que fiquei em casa me dediquei inteiramente ao GESTAR II. Em casa, do computador para os cadernos do Gestar e dos cadernos do Gestar para o mundo dos blogs do Gestar II, comecei a vislumbrar outras possibilidades na construção do Programa, em Esmeraldas. A notícia mais esperada do primeiro semestre chegou no dia 13 de julho: os kits chegaram à Secretaria de Educação. Uma conquista e tanto. Decidi por em dia o blog, com as postagens sobre as oficinas e as leituras. Telefonei para as cursistas e informei a elas sobre a chegada do material e solicitei que fossem buscá-lo. À aquelas que moram em outras cidades, a coordenadora pedagógica enviou alguns kits para mim, para que eu pudesse distribuí-los. Dois professores que faziam o Gestar II na região onde moro e trabalho desistiram do curso e não quiseram nem mesmo receber o material. Eles alegaram motivos pessoais para a desistência. Outra professora, após receber o material, também desistiu da formação por motivos do agravamento de seu estado de saúde. Já que desde o início do curso ela apresentava problemas de saúde, inclusive tendo até solicitado licença médica para tratamento.

Outros ainda, apesar de terem solicitado inscrição e até de terem participado de dois ou três encontros acabaram por desistir por incompatibilidade no horário, falta de interesse pelo curso de Português, já que se consideram professores de Língua Inglesa, mesmo com turmas de Português na rede de Esmeraldas. Outros desistiram também por passarem por momentos muito conturbados em suas vidas pessoais.

Ficaram então, as Professoras-Cursistas Ariaine, Maria Nolfira, Andréia, Carla e Rosely. São meu tesouro e merecem todo meu respeito, meu carinho e minha dedicação. Após me certificar que todas já possuíam o material, passei a ligar para elas e marcar nosso encontro. A primeira decisão foi a de não promover mais encontros de seis horas e sem garantir condições mínimas de atendimento.

Solicitei, então, à nossa coordenadora pedagógica uma autorização para que nos reuníssemos na Escola Municipal João José dos Passos, no bairro Recreio. A escola foi recentemente inaugurada e é a escola mais ampla, espaçosa e bonita do município. Providenciei, através da boa vontade da Diretora da escola e de uma das auxiliares de serviços gerais e de doações particulares, um lanche e um almoço para nós. Assim poderíamos cumprir uma carga horária maior e terminar as últimas unidades do caderno 4 para iniciar as discussões do caderno 5.

Tudo organizado, inclusive o cardápio, combinei com as meninas um encontro de 8 da manhã até as 17 horas, no dia oito de agosto de 2009. Todas concordaram. Na hora marcada estávamos todas lá. A Ariaine e a Andréia acharam a escola muito longe, mas ficaram encantadas com a estrutura. A Rosely falou que gostaria muito de trabalhar lá. Apresentei-lhes a sala dos professores enquanto passava a organizar o espaço do encontro, que não estava pronto porque, na última hora a prefeitura ordenou que a escola ficasse fechada até dia 11 de agosto, por causa de uma suspeita (que não foi confirmada posteriormente) de um surto de gripe influenza A (H1N1) no bairro onde se localiza a escola.

As 8:20 min. já estávamos organizadas e demos início ao nosso encontro. No primeiro momento, que foi acompanhado com muito carinho pela Diretora da escola, fizemos uma oração para começar bem o dia. Em seguida fizemos a leitura compartilhada do texto “Educação: O que é mais importante?” de Rubem Alves. Durante esse breve momento de reflexão tivemos a oportunidade de expressar nossos pensamentos, suscitados pelo texto, a respeito do papel da escola e do professor na formação de pessoas comprometidas, criativas, perspicazes e capazes de tomar o rumo de suas próprias vidas.

Em seguida, retomamos nossas discussões a respeito da importância da escrita, do papel do professor de ensinar o aluno a escrever, discutindo alguns mitos a respeito do desenvolvimento das habilidades do aluno que escreve: a questão do dom, o conhecimento prévio para ajudar na interpretação e na produção textual.


Para pensarmos mais um pouco sobre o processo de escrita dos textos trouxe a frase de Rubem Alves: “Não tenho a menor ideia de onde aprendi a ser escritor, mas posso garantir que não foi na escola”.

Então, passamos a conversar a respeito do texto e das campanhas publicitárias “Quem lê viaja”. Uma das conseqüências da febre de um sócio construtuvismo mal pesquisado e mal aplicado. Como se o ato de aprender não necessitasse de um esforço do indivíduo aprendente. Como se o ato de construir o conhecimento se desse em ritmo de festa constante, “o prazer do aprender”. Como o próprio caderno 4, na unidade tratada (p. 115), enfatiza: “ler e escrever são experiências conquistadas pelo trabalho, que pode sim ser compensador e tornar-se prazer, alegria, viagem, como querem os anúncios sedutores”.

Detivemo-nos com mais cuidado na seção 1 porque no mês de junho a Prefeitura ofereceu, para alguns professores da rede, uma oportunidade única ao convidá-los para participar, em Belo Horizonte, da palestra do professor Vasco Moreto, sobre avaliação. Naquela ocasião foi muito interessante o que o Professor Vasco explicou a respeito das questões morais e éticas que devem permear o processo de avaliação aplicado nas escolas. E discutimos alguns minutos sobre a forma das perguntas que aplicamos. Por que perguntamos e como deveríamos fazer para melhorar a qualidade de nossas perguntas.

Falamos das perguntas:
Objetivas
De contexto
Infratexto
Intertexto

Assim, partimos para a leitura do texto da página 136, “A expansão da pobreza nas cidades”. Quando terminamos a leitura do texto, pedi a cada cursista que escrevesse uma pergunta de acordo com os critérios estabelecidos anteriormente. Elas encontraram muita dificuldade em organizar as perguntas, exceto a Professora Ariaine, que “ficou” com a pergunta objetiva e concluiu logo sua tarefa, com sucesso. A Professora Andréia formulou uma pergunta, mas precisou retomá-la. Conversamos e ficou esclarecido que as perguntas de contexto precisam ser contextualizadas e o assunto perguntado deve ser retomado na pergunta. Assim ela também produziu sua pergunta contextualizada.

Oficina de perguntas: Texto “A expansão da pobreza nas cidades.”
Pergunta objetiva
“Por que, no Rio de Janeiro, a pobreza da população era logo identificada pela cor da pele dos escravos?”

Pergunta de contexto
"De acordo com o texto o impacto das populações pobres nos grandes centros urbanos foi muito grande, criando um “inchaço”, um número crescente de pessoas vivendo em espaços desorganizados e pequenos, implicando, obviamente, péssimas condições de vida para boa parte delas. Como você analisa que a população já existente nesses locais recebeuesse aumento de moradores?"

A Professora Rosely é a perfeccionista da turma. Está sempre preocupada com a excelência. Isso gera sempre muita expectativa. Ela ficou ansiosa demais então foi preciso dar um tempo para o café. Já eram 10 horas e todas estávamos com fome. Assim decidimos voltar logo porque ainda teríamos uma longa jornada pela frente.

A Professora Carla também teve dificuldades com a pergunta. Falou que precisava de mais tempo para pensar e pesquisar. No final ela mandou a pergunta intertexto:

“O texto cita as cidades e a cultura urbana na 1ª república, nesta época o exôdo rural superlotou os centros urbanos causando vários problemas sociais. Esses problemas eram considerados "questões de política. Uma regra comum utilizada pelas indústrias era os baixos salários e a super-exploração do trabalho. Mas no dia 1º de maio de 1943 isso teve fim. O então presidente da época, Gétulio Vargas,sancionou uma lei que unificou toda a legislação trabalhista existente no Brasil.
Esta lei foi chamada de:
a- CLT
b- AJURIS
c- AUREA
d- ADIM

Aconteceu, durante a formação em Belo Horizonte, que a oficina de perguntas realizadas entre os formadores do Gestar II, deveria ter sido postada no blog, mas não foi. Então eu não tinha elementos muito concretos para me basear em dar parecer favorável ou desfavorável ao modo como elaboramos as perguntas. Conversamos sobre as perguntas e o modo como as fizemos e porque fizemos assim. E combinamos que eu, durante a próxima etapa de formação, conversaria com a professora Cátia, elaboraria a lista com as perguntas do modo como foram feitas e, caso a Professora sugerisse mudanças, eu as anotaria para discutirmos depois da semana de formação em Belo Horizonte (de 24 a 28 de agosto).

Havia ainda muito o que explorar no caderno, mas o tempo desapareceu e precisamos continuar a oficina. Passamos então para o planejamento da atividade da oficina: o plano de aula a partir da imagem apresentada no caderno 4, à página 220. Organizamo-nos em duas duplas e nos pusemos a trabalhar. Ao meio dia percebi que elas estavam organizando ainda seus pensamentos e começando nas primeiras tentativas de escrever seus planos de aula no papel pardo. Então ficamos mais meia hora para dar tempo de elas terminarem.

As duas equipes apresentaram sua produção. Foi um momento muito especial porque elas fizeram com muita emoção a apresentação do trabalho. Falando sempre das dificuldades dos alunos em sonhar. A professora Rosely declarou que estimula muito seus alunos a cultivarem sonhos a respeito de suas vidas pessoais e suas realizações profissionais.

As Professoras Ariaine e Andréia demonstraram uma preocupação muito grande com as oportunidades oferecidas aos estudantes, já que elas trabalham em escolas da Zona Rural de Esmeraldas e lá os jovens tendem a seguir a profissão dos pais.

Após as apresentações colocamos os cartazes com os planos de aula elaborados por elas no mural, encerramos a primeira etapa dos trabalhos e fomos almoçar. Martinha caprichou no almoço e almoçamos todas juntas. Partilhamos momentos muito agradáveis ainda com a presença da Diretora da Escola em nosso grupo.

Então nos preparamos para mais uma jornada ...