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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Unidade 21 e 22: Caderno 6

O CADERNO 6
UNIDADES 21 E 22

No dia 12 de setembro nos reunimos novamente na Escola Municipal João José dos Passos. Nosso encontro teve como objetivo estudar as unidades 21 e 22 do Caderno de Teoria e Prática 6. Para iniciar as atividades trouxe o vídeo Tamba Tajá, do solista Evandro Oliva. Uma lenda indígena do Norte do País e uma linda história de amor. Nesse vídeo o solista conta a história e ainda canta uma linda música do Maestro Waldemar Henrique.

Tamba Tajá
Waldemar Henrique

Tamba-tajá me faz feliz
Que meu amor me queira bem
Que seu amor seja só meu de mais ninguém,
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém...
Tamba tajá me faz feliz...
Assim o índio carregou sua macuxy
Para o roçado, para a guerra, para a morte,
Assim carregue o nosso amor a boa sorte...
Tamba-tajáTamba-tajá-a
Tamba-tajá me faz feliz
Que meu amor me queira bem
Que seu amor seja só meu de mais ninguém,
Que seja meu, todinho meu, de mais ninguém...
Tamba-tajá me faz feliz...
Que mais ninguém possa beijar o que beijei,
Que mais ninguém escute aquilo que escutei,
Nem possa olhar dentro dos olhos que olhei.
Tamba-tajáTamba-tajá-a

No dia 12 de setembro nos reunimos para iniciar a 2ª etapa do Programa Gestar II. A Escola Municipal João José dos Passos nos recebeu novamente. Iniciamos nosso encontro com uma mensagem diferente. Trouxe para as cursistas um vídeo do Solista Evandro Oliva, contando a lenda Tamba Tajá. No vídeo o Solista conta a lenda e, após, ele canta uma composição do Maestro Valdemar Henrique que conta a mesma história de amor entre um casal macuxy. A lenda é uma belíssima história de amor e de renúncia.

Após o vídeo passamos a conversar a respeito desse trabalho de valorização da cultura em sala de aula. Ainda é preciso educar nossos alunos para ouvir. Eles ainda não têm essa habilidade desenvolvida. Quando o objetivo dos professores é fazer com que eles ouçam, eles não se concentram. Algumas professoras falam de um treino para a cópia. Os alunos só conseguem copiar do quadro. E consideram que aula é isso: apenas copiar. Quando são oferecidas atividades que não incluem cópia é muito difícil para o professor conseguir realizar as atividades, principalmente com alunos do 6º ano.

As professoras relataram que as atividades propostas pelo Gestar II têm sido muito interessantes no sentido de mudar essas concepções dos estudantes. Mas que a aplicação de algumas atividades dos AAA's ainda é um pouco complicada porque em nosso município não há como reproduzir o material, o que acaba saindo caro para as cursistas já que elas têm que assumir os custos com essa distribuição.

Uma das cursistas também falou da necessidade de um planejamento detalhado para a aplicação das atividades. Mesmo com as aulas "prontas" é necessário organização por parte do professor na hora de aplicá-las.

A construção da argumentação
Passamos então a explorar as unidades 21 e 22 do caderno de teoria e prática 6. Detivemos-nos na seção 1 da unidade 21: a construção da argumentação. Trabalhamos com a ideia de todos os textos são argumentativos. Uns mais outros menos, no entanto precisamos saber identificar esses argumentos nos textos com os quais lidamos em nosso cotidiano.

"Sempre que utilizamos a linguagem, estaremos implicitamente alterando - ou querendo alterar- as crenças dos interlocutores, implicitamente querendo convencê-los de nossas ideias".
(TP6, p. 16)

Seção 2
A tese e seus argumentos

A Professora Maria Aparecida trabalhou de uma forma muito interessante esta seção na 2ª etapa de formação em Belo Horizonte. Decidi faze do mesmo jeito com as cursistas.

Como todo texto é produzido com uma finalidade comunicativa e a intenção é convencer o leitor acerca de alguma ideia. Essa ideia é a tese. Assim, voltamos nossas atenções para os recursos (argumentos) utilizados pelo autor do texto para comprovar sua tese ao organizar seu texto.
• Argumentos baseados no senso comum
• Argumentos baseados em provas concretas
• Argumentos baseados em ensinamentos morais
• Argumentação por exemplo
• Argumento de autoridade
• Argumentos por raciocínio lógico
Tese: O cuidado com a saúde física e o gerenciamento da estética corporal tem feito do corpo uma importante fonte de preocupação do século XXI.
Produzimos, a partir da tese, argumentos:
baseados no senso comum:
Você não precisa ser um triatleta para manter seu corpo jovem. Bastam 40 minutos de caminhada, três a cinco vezes por semana para queimar as gordurinhas e ficar com a saúde física e o corpo em ordem. Isso não faz bem apenas para o corpo. Também o cérebro se beneficia dessa atividade.
Então deixe de preguiça, levante meia hora mais cedo e mexa-se! Você verá um resultado rapidamente e terá mais disposição e orgulho em olhar-se no espelho, principalmente se você tomar um copo de água morna em jejum, antes de sair para caminhar.
baseados em ensinamentos morais:
As pessoas estão muito preocupadas com a beleza exterior, abusando de tratamentos estéticos para manter o corpo e esquecendo que a beleza verdadeira está no interior de cada um e que é dessa beleza interior que surge uma boa saúde.
A saúde não depende de tratamentos estéticos e sim do amor, da busca pelo conhecimento, do compromisso e da compreensão.
Saúde é viver bem. Estética é apenas complemento.
baseados em opinião de autoridade sobre o assunto:
De acordo com pesquisas recentes, realizadas por Doutor José Andrade, da Universidade Federal de Minas Gerais, descobriu-se que os brasileiros adultos consomem 400 g de açúcar por dia, em média, e que a necessidade diária de açúcar é de 200g.
Doutor José afirma em sua pesquisa que os adultos consomem o dobro da quantidade de açúcar que necessitam diariamente e por isso a obesidade e, principalmente, o desenvolvimento de diabetes tem se tornado uma epidemia pelo Brasil.
baseados em raciocínio lógico:
Uma das preocupações do século XXI é o cuidado com a saúde física e a estética corporal. Isso se deve à ditadura da beleza em que vivemos. Na Idade Média as gordinhas e pálidas eram consideradas bonitas, pois essas qualidades demonstravam que elas não trabalhavam e um tom de pele mais escuro e a magreza simbolizavam escravidão.
Hoje o ideal de beleza é uma mulher magra. Assim as mulheres vivem preocupadas com o corpo, em função das cobranças da sociedade. Essa preocupação exagerada faz com que a mulher deixe de lado sua saúde e acabe esquecendo que a beleza da vida está nas coisas simples.
Esse assunto tem dois lados totalmente opostos: Um em que a saúde é fundamental e para ter saúde é preciso cuidado com o corpo e prática de exercício físico. Outro em que a mulher paga um alto preço por isso.
A solução é se cuidar e ser feliz.

Após a apresentação de cada texto discutimos a construção e a consistência dos argumentos. A seguir passamos para a Unidade 22: Planejamento e escrita.

No caderno 6 realizamos as atividade das páginas 76, 77, 78, 79 e 80. Tais atividades proporcionaram uma reflexão acerca de uma etapa muito importante do ato de escrever: o planejamento da escrita. Conversamos muito sobre a dificuldade do aluno em produzir textos, o famoso "branco". E sobre o papel do professor no planejamento dessa escrita.
Encerramos a primeira parte do encontro para o almoço. Martinha já nos aguardava com seu carinho e uma comidinha mineira deliciosa.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

22 de Agosto de 2009: Estudos sobre o Caderno 5

Carga horária: 4 horas
Professoras presentes: Ariaine, Andrea, Carla, Maria Nolgfira e Rosely
Como as Professoras Cursistas pediram, nós nos reunimos no auditório da Secretaria de Educação para encerrar as discussões do Caderno 5: Estilo, Coesão e Coerência. Para começar a atividade trouxe um vídeo com a música Eu só peço a Deus, na voz de Mercedes Sosa e Beth Carvalho.
Depois de assistido ao video pedi às Professoras que fizessem comentários sobre ele. A Professora Rosely falou que a mensagem vem muito ao encontro da luta que os trabalhadores da educação no município tem empreendido pela valorização do Professor e de todos os funcionários das escola municipais. Isso porque o trabalho vai muito além de uma forma de sustento, de uma forma de ganhar o pão, o trabalho é aquilo que dignifica as pessoas.
Segundo a Professora o salário pago aos Professores e a ausência de um plano de cargos e vencimentos dificulta muito que os funcionários da Educação de Esmeraldas sintam-se motivados e dignos.
Eu chamei a atenção para o fato de o nosso trabalho ser diretamente com os estudantes e que não poderíamos nos esquecer da dor do outro, de que não poderíamos deixar a dureza do cotidiano roubar nossa ternura, nosso carinho, nosso respeito por nossos companheiros de estrada. Não somente pelos estudantes, mas ainda por todos os professores, cantineiros, auxiliares de biblioteca e secretaria, supervisores e diretores.
Passamos a discutir o caderno 5. As unidades 19 e 20. Coesão Textual e Relações Lógicas no Texto. O material havia acabado de chegar e por isso optei por realizar algumas atividades no caderno. Uma delas foi a atividade 6, nas páginas 128 e 129. O texto A Pesca foi utilizado para tratar dos elos coesivos e a coesão por justaposição.
Tratamos da coesão referencial e trabalhamos a atividade 9, nas páginas 140, 141 e 142. Pedi às Cursistas que estudassem o Caderno 5 com muito cuidado, lessem e realizassem todas as atividades, além de entregarem os relatórios da atividades aplicadas em sala de aula com os estudantes. Além disso que recolhessem também amostras do produto desse trabalho para anexarem aos relatórios.
Ainda trabalhamos as atividades 8 (p. 195) e 9 (p. 200) a respeito da unidade 20: Relações lógicas no texto.
Apesar de eu ter estudado muito o caderno 5, não tive muita segurança para trabalhar com ele porque considerei o assunto muito difícil para ser explicado. Além disso, não encontrei material correspondente entre os slides trazidos da 1ª formação em Belo Horizonte. Assim, avalio que o caderno 5 foi aquele em que eu mais fiquei devendo às cursistas.
Encerramos o encontro as 17 horas e nos despedimos. Já havia a expectativa com a 2ª etapa de formação em Belo Horizonte e a minha preocupação e a do Professor Rafael era a mesma: Os portifólios que não ficaram prontos por conta do atraso na entrega dos kits.
Eu só peço a Deus
(composição de Leo Gieco / Raul Elwanger. Vozes de Beth Carvalho e Mercedes Sosa.
Eu só peço a Deus
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucado brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda a pobre inocência dessa gente

Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que esse povo não o esqueça facilmente.

Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganado
Pra viver numa cultura diferente.

“Se eu pudesse deixar algum presente para vocês, deixaria acesso ao sentimento de amar a vida dos seres humanos, a consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora...

Lembraria os erros que foram cometidos, para que não mais se repetissem...
A capacidade de escolher novos rumos.

Deixaria para vocês se pudesse o respeito àquilo que é indispensável:
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho a ação,
E, quando tudo mais faltasse, um segredo...
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída. ”
Encontro de encerramento da 1ª Etapa do Programa Gestar II.
Esmeraldas, 22 de Agosto de 2009. Escola Municipal João José dos Passos.

domingo, 13 de setembro de 2009

O início do Caderno 5

No mesmo dia 08 de agosto continuamos nossas atividades à tarde. Produzimos muito nesse dia. Iniciamos as unidades do Caderno de Teoria e Prática 5: Estilo, Coesão e Coerência. Falamos a respeito das unidades 17 e 18. Conversamos sobre as figuras de linguagem Metáfora e Metonímia, que são utilizadas como recursos de estilo visando transmitir a visão de mundo ou as emoções do autor na produção de um texto. E a transgressão da norma gramatical consciente e com a intenção de dar expressividade ao texto é também um recurso de estilo.
Depois das discussões acerca da construção da coerência textual (a boa formação de um texto) e das possibilidades de recriação, por meio das imagens, de um fio condutor para a leitura e interpretação do texto, falamos a respeito da interpretação que cada um poderá dar a determinado texto: leitores diferentes percebem o mundo e o texto de formas diferentes.
Para encerrar as atividades do dia realizamos a atividade final da Oficina, a respeito da tessitura do texto e dos aspectos da construção de sua coerência. Após construir a análise proposta, ela foi apresentada em forma de texto.
Avaliamos o dia como muito produtivo e proveitoso para os estudos propostos. Como ponto negativo algumas cursistas reclamaram da distância da escola João José dos Passos da sede do Município. Como forma de encontrar um equilíbrio sugeriu-se que o próximo encontro fosse realizado na Secretaria de Educação, caso houvesse possibilidade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O resultado da última oficina do Caderno de Teoria e Prática 4

CADERNO DE TEORIA E PRÁTICA 4
UNIDADE 16
PLANO DE AULA I

SÉRIE: 9º ANO
OBJETIVOS
:
Incentivar os alunos a estudar, para ter uma condição de vida melhor;
Oportunizar a observação de várias profissões e das necessidades do mercado de trabalho;
Pensar na possibilidade de seguir profissões fora de seu núcleo familiar, pois a maioria tende a seguir a profissão do pai;

METODOLOGIA
Aula expositiva;
Palestras com profissionais capacitados a explicar aos alunos;
Pesquisas em jornais, revistas e sites sobre o assunto;
Confecção de cartazes;
Escrita de cartas
Produção de Seminários

RECURSOS
Jornais, revistas, internet, DVD, cartolina, cola, tesoura, cópia do texto do caderno 4 (p. 220)

CARGA HORÁRIA: 04 AULAS

DESENVOLVIMENTO
Conversa informal com os alunos a respeito do assunto em questão;
Entrega da cópia do texto para uma leitura exploratória;
Conversa a respeito da cópia do texto:
O que ela representa?
Solicitar um slogan para ilustrar a imagem;
Solicitar aos estudantes que pesquisem em diversos meios de comunicação e tragam informações sobre emprego e desemprego;
Pesquisar sobre as demandas candidato/vaga nos vestibulares das instituições públicas de ensino superior em Minas Gerais;
Escolher diversas profissões para falar sobre elas, em forma de seminários;
Escrever cartas, convidando os profissionais das áreas escolhidas pedindo informações e orientações;
Proporcionar o debate sobre a conscientização da responsabilidade do profissional em exercer sua atividade com consciência, em respeito tanto ao seu empregador e aos usuários do serviço a ser prestado, como em respeito a si mesmo. Ser um bom profissional no mercado é fazer a diferença.
PLANO DE AULA II
CADERNO DE TEORIA E PRÁTICA 4
SÉRIE: 9º ANO
OBJETIVOS:
Estimular os alunos a buscarem determinado nível de formação;
Despertar a curiosidade pelo conhecimento de diversos trabalhos profissionais;
Conscientizar sobre a importância de determinadas escolhas profissionais se darem no ambiente escolar e na influência dessas escolhas durante todo o percurso da vida desse estudante.
Desafiar os alunos a prosseguirem nos estudos, com objetivos bem traçados e definidos.

METODOLOGIA
Utilizar textos selecionados pelos estudantes;
Reproduzir, em lâmina, o texto da página 220 (TP4)

RECURSOS
Retroprojetor
Jornais e revistas
Filme e DVD.

CARGA HORÁRIA:
04 AULAS


DESENVOLVIMENTO:
Pedir aos alunos que selecionem textos de jornais e revistas que abordem o tema: PROFISSÕES, dando preferência àquelas que os estudantes pretendem exercer.
Trabalhar o texto da página 220 através de lâmina;
Solicitar aos estudantes que produzam a atividade proposta na página 221, atividade 1, letra b;
Sugestão de filme para ser trabalhado: “O óleo de Lorenzo”. Durante a análise do filme, comentar sobre a motivação das pessoas a exercerem determinada profissão. Os objetivos não somente materiais de se exercer determinada profissão, mas o valor do trabalho na sociedade.

sábado, 22 de agosto de 2009

O SEXTO ENCONTRO: mudanças significativas na dinâmica dos encontros.


Passou o recesso. Durante os 15 dias que fiquei em casa me dediquei inteiramente ao GESTAR II. Em casa, do computador para os cadernos do Gestar e dos cadernos do Gestar para o mundo dos blogs do Gestar II, comecei a vislumbrar outras possibilidades na construção do Programa, em Esmeraldas. A notícia mais esperada do primeiro semestre chegou no dia 13 de julho: os kits chegaram à Secretaria de Educação. Uma conquista e tanto. Decidi por em dia o blog, com as postagens sobre as oficinas e as leituras. Telefonei para as cursistas e informei a elas sobre a chegada do material e solicitei que fossem buscá-lo. À aquelas que moram em outras cidades, a coordenadora pedagógica enviou alguns kits para mim, para que eu pudesse distribuí-los. Dois professores que faziam o Gestar II na região onde moro e trabalho desistiram do curso e não quiseram nem mesmo receber o material. Eles alegaram motivos pessoais para a desistência. Outra professora, após receber o material, também desistiu da formação por motivos do agravamento de seu estado de saúde. Já que desde o início do curso ela apresentava problemas de saúde, inclusive tendo até solicitado licença médica para tratamento.

Outros ainda, apesar de terem solicitado inscrição e até de terem participado de dois ou três encontros acabaram por desistir por incompatibilidade no horário, falta de interesse pelo curso de Português, já que se consideram professores de Língua Inglesa, mesmo com turmas de Português na rede de Esmeraldas. Outros desistiram também por passarem por momentos muito conturbados em suas vidas pessoais.

Ficaram então, as Professoras-Cursistas Ariaine, Maria Nolfira, Andréia, Carla e Rosely. São meu tesouro e merecem todo meu respeito, meu carinho e minha dedicação. Após me certificar que todas já possuíam o material, passei a ligar para elas e marcar nosso encontro. A primeira decisão foi a de não promover mais encontros de seis horas e sem garantir condições mínimas de atendimento.

Solicitei, então, à nossa coordenadora pedagógica uma autorização para que nos reuníssemos na Escola Municipal João José dos Passos, no bairro Recreio. A escola foi recentemente inaugurada e é a escola mais ampla, espaçosa e bonita do município. Providenciei, através da boa vontade da Diretora da escola e de uma das auxiliares de serviços gerais e de doações particulares, um lanche e um almoço para nós. Assim poderíamos cumprir uma carga horária maior e terminar as últimas unidades do caderno 4 para iniciar as discussões do caderno 5.

Tudo organizado, inclusive o cardápio, combinei com as meninas um encontro de 8 da manhã até as 17 horas, no dia oito de agosto de 2009. Todas concordaram. Na hora marcada estávamos todas lá. A Ariaine e a Andréia acharam a escola muito longe, mas ficaram encantadas com a estrutura. A Rosely falou que gostaria muito de trabalhar lá. Apresentei-lhes a sala dos professores enquanto passava a organizar o espaço do encontro, que não estava pronto porque, na última hora a prefeitura ordenou que a escola ficasse fechada até dia 11 de agosto, por causa de uma suspeita (que não foi confirmada posteriormente) de um surto de gripe influenza A (H1N1) no bairro onde se localiza a escola.

As 8:20 min. já estávamos organizadas e demos início ao nosso encontro. No primeiro momento, que foi acompanhado com muito carinho pela Diretora da escola, fizemos uma oração para começar bem o dia. Em seguida fizemos a leitura compartilhada do texto “Educação: O que é mais importante?” de Rubem Alves. Durante esse breve momento de reflexão tivemos a oportunidade de expressar nossos pensamentos, suscitados pelo texto, a respeito do papel da escola e do professor na formação de pessoas comprometidas, criativas, perspicazes e capazes de tomar o rumo de suas próprias vidas.

Em seguida, retomamos nossas discussões a respeito da importância da escrita, do papel do professor de ensinar o aluno a escrever, discutindo alguns mitos a respeito do desenvolvimento das habilidades do aluno que escreve: a questão do dom, o conhecimento prévio para ajudar na interpretação e na produção textual.


Para pensarmos mais um pouco sobre o processo de escrita dos textos trouxe a frase de Rubem Alves: “Não tenho a menor ideia de onde aprendi a ser escritor, mas posso garantir que não foi na escola”.

Então, passamos a conversar a respeito do texto e das campanhas publicitárias “Quem lê viaja”. Uma das conseqüências da febre de um sócio construtuvismo mal pesquisado e mal aplicado. Como se o ato de aprender não necessitasse de um esforço do indivíduo aprendente. Como se o ato de construir o conhecimento se desse em ritmo de festa constante, “o prazer do aprender”. Como o próprio caderno 4, na unidade tratada (p. 115), enfatiza: “ler e escrever são experiências conquistadas pelo trabalho, que pode sim ser compensador e tornar-se prazer, alegria, viagem, como querem os anúncios sedutores”.

Detivemo-nos com mais cuidado na seção 1 porque no mês de junho a Prefeitura ofereceu, para alguns professores da rede, uma oportunidade única ao convidá-los para participar, em Belo Horizonte, da palestra do professor Vasco Moreto, sobre avaliação. Naquela ocasião foi muito interessante o que o Professor Vasco explicou a respeito das questões morais e éticas que devem permear o processo de avaliação aplicado nas escolas. E discutimos alguns minutos sobre a forma das perguntas que aplicamos. Por que perguntamos e como deveríamos fazer para melhorar a qualidade de nossas perguntas.

Falamos das perguntas:
Objetivas
De contexto
Infratexto
Intertexto

Assim, partimos para a leitura do texto da página 136, “A expansão da pobreza nas cidades”. Quando terminamos a leitura do texto, pedi a cada cursista que escrevesse uma pergunta de acordo com os critérios estabelecidos anteriormente. Elas encontraram muita dificuldade em organizar as perguntas, exceto a Professora Ariaine, que “ficou” com a pergunta objetiva e concluiu logo sua tarefa, com sucesso. A Professora Andréia formulou uma pergunta, mas precisou retomá-la. Conversamos e ficou esclarecido que as perguntas de contexto precisam ser contextualizadas e o assunto perguntado deve ser retomado na pergunta. Assim ela também produziu sua pergunta contextualizada.

Oficina de perguntas: Texto “A expansão da pobreza nas cidades.”
Pergunta objetiva
“Por que, no Rio de Janeiro, a pobreza da população era logo identificada pela cor da pele dos escravos?”

Pergunta de contexto
"De acordo com o texto o impacto das populações pobres nos grandes centros urbanos foi muito grande, criando um “inchaço”, um número crescente de pessoas vivendo em espaços desorganizados e pequenos, implicando, obviamente, péssimas condições de vida para boa parte delas. Como você analisa que a população já existente nesses locais recebeuesse aumento de moradores?"

A Professora Rosely é a perfeccionista da turma. Está sempre preocupada com a excelência. Isso gera sempre muita expectativa. Ela ficou ansiosa demais então foi preciso dar um tempo para o café. Já eram 10 horas e todas estávamos com fome. Assim decidimos voltar logo porque ainda teríamos uma longa jornada pela frente.

A Professora Carla também teve dificuldades com a pergunta. Falou que precisava de mais tempo para pensar e pesquisar. No final ela mandou a pergunta intertexto:

“O texto cita as cidades e a cultura urbana na 1ª república, nesta época o exôdo rural superlotou os centros urbanos causando vários problemas sociais. Esses problemas eram considerados "questões de política. Uma regra comum utilizada pelas indústrias era os baixos salários e a super-exploração do trabalho. Mas no dia 1º de maio de 1943 isso teve fim. O então presidente da época, Gétulio Vargas,sancionou uma lei que unificou toda a legislação trabalhista existente no Brasil.
Esta lei foi chamada de:
a- CLT
b- AJURIS
c- AUREA
d- ADIM

Aconteceu, durante a formação em Belo Horizonte, que a oficina de perguntas realizadas entre os formadores do Gestar II, deveria ter sido postada no blog, mas não foi. Então eu não tinha elementos muito concretos para me basear em dar parecer favorável ou desfavorável ao modo como elaboramos as perguntas. Conversamos sobre as perguntas e o modo como as fizemos e porque fizemos assim. E combinamos que eu, durante a próxima etapa de formação, conversaria com a professora Cátia, elaboraria a lista com as perguntas do modo como foram feitas e, caso a Professora sugerisse mudanças, eu as anotaria para discutirmos depois da semana de formação em Belo Horizonte (de 24 a 28 de agosto).

Havia ainda muito o que explorar no caderno, mas o tempo desapareceu e precisamos continuar a oficina. Passamos então para o planejamento da atividade da oficina: o plano de aula a partir da imagem apresentada no caderno 4, à página 220. Organizamo-nos em duas duplas e nos pusemos a trabalhar. Ao meio dia percebi que elas estavam organizando ainda seus pensamentos e começando nas primeiras tentativas de escrever seus planos de aula no papel pardo. Então ficamos mais meia hora para dar tempo de elas terminarem.

As duas equipes apresentaram sua produção. Foi um momento muito especial porque elas fizeram com muita emoção a apresentação do trabalho. Falando sempre das dificuldades dos alunos em sonhar. A professora Rosely declarou que estimula muito seus alunos a cultivarem sonhos a respeito de suas vidas pessoais e suas realizações profissionais.

As Professoras Ariaine e Andréia demonstraram uma preocupação muito grande com as oportunidades oferecidas aos estudantes, já que elas trabalham em escolas da Zona Rural de Esmeraldas e lá os jovens tendem a seguir a profissão dos pais.

Após as apresentações colocamos os cartazes com os planos de aula elaborados por elas no mural, encerramos a primeira etapa dos trabalhos e fomos almoçar. Martinha caprichou no almoço e almoçamos todas juntas. Partilhamos momentos muito agradáveis ainda com a presença da Diretora da Escola em nosso grupo.

Então nos preparamos para mais uma jornada ...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Gestar II: Matemática

Visita à equipe de Professores do Programa Gestar II de Matemática. Aproveitamos o momento para trocar ideias a respeito do projeto e os alguns professores sugeriram um projeto interdisciplinar principalmente com Professores de Língua Portuguesa que fazem parte do Programa de Formação Continuada.
A equipe se reúne todas as quintas-feiras na Secretaria Municipal de Educação, em Esmeraldas. O professor Rafael Rodrigues Reis é o responsável pela formação. Espera ansiosamente a chegada do mês de novembro, quando nascerá sua primeira filha.